Vamos trabalhar o terremoto no Nepal!


Se hoje estivesse na Coordenação Pedagógica de alguma instituição de ensino, como defendo o trabalho baseado na Pedagogia de Projetos, planejaria com os professores do Fundamental 2 e Ensino Médio atividades baseadas nos últimos acontecimentos.

O triste terremoto no Nepal, por exemplo, pode ser amplamente abordado dentro das salas de aula através de sequencias didáticas e mini projetos de trabalho.

  • Será que seus alunos sabem onde fica o Nepal?
  • E o que sabem a respeito dos terremotos e outros fenômenos naturais?
  • Já aconteceram outros fenômenos deste porte? Onde? Quando?

Só a partir destas questões já é possível realizar uma série de pesquisas, descobertas, reflexões e debates.

Desejando aprofundar e interligar com as demais áreas de estudo, tornando o trabalho transdisciplinar sugiro abordar questões como:

  • Reação das pessoas em situações de risco, perdas e mortes súbitas. Vamos produzir textos narrativos a respeito? Ou artes plásticas? Que tal uma poesia ou peça teatral? Ou um vídeo original?

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É possível resgatar valores e sentimentos tantas vezes esquecidos de serem desenvolvidos em escolas com a desculpa de que o conteúdo é imenso e o tempo é curto. É possível e necessário, ao meu ver, urgente!

.Quantos são capazes de sentir a dor alheia? A vida hoje tão banalizada… tão descartável…           

Não é bem mais fácil aprender partindo de situações reais?

Que tal esquecer os livros didáticos e planejar as aulas a partir das histórias de vida, das questões comunitárias, de tudo que os adolescentes leem, veem, ouvem falar. Eles (assim como todos nós atualmente) são bombardeados com informações, mas jamais colocados em frente às mesmas para uma crítica real, uma análise sincera onde é possível dizer o que se pensa, o que se sabe, o que se desconhece.

Comumente leio comentários de professores reclamando das mídias que influenciam crianças e jovens. Mas aqueles que tem a oportunidade de ter acesso a outras fontes de informação, aqueles que tem a orientação de adultos bem informados, aqueles que são instigados à reflexão, sabem criticar, opinar, contra argumentar, respeitar variados pontos de vista, não se influenciam com tudo que assistem e são pessoas com uma personalidade formada, são estes os verdadeiros cidadãos.

Sabemos que gravamos em nossa memória o que nos é significativo. Enquanto permanecermos com um ensino desvinculado à vida, não avançaremos. E continuaremos com a “fabricação” de mentes engessadas e egocêntricas.

Paty Fonte – 26/04/2015

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