Notícia amplamente divulgada traz à tona as discussões sobre inclusão nas escolas 1


112_2131-criançaConfesso que me revoltei ao assistir aos vídeos. A falta de capacitação das professoras ou das “tias” (como se denominam) até com os alunos ditos normais deixa a desejar, como infelizmente tenho presenciado em tantas instituições. Lamentável! O fato é que através dos celulares com câmeras cada vez mais saberemos de cenas absurdas assim.

É preciso esclarecer que o caso ocorreu em uma creche particular, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os preços das creches não são compatíveis com a qualificação de seus profissionais. Entretanto, não vejo justificativa além da insensibilidade, pois conheço docentes que teoricamente defendem a inclusão, munidos de várias certificações, mas na prática também permitem atitudes agressivas, frias, mecânicas…

Leio comentários de professores defendendo a postura da creche e fico indignada. Como assim? Não se abre uma creche ou escola exclusivamente como um negócio, não se pode ter apenas em mente a opção de depositar lá os alunos e ganhar dinheiro. Defendo isso desde que comecei a trilhar minha caminhada na Educação. Muito jovem, aos 17 anos, me recordo de alterar a voz com meu pai (que para mim era sinônimo máximo de heroísmo, a quem sempre idolatrei) – Escola não é depósito de alunos! Tantas vezes repeti isso aos berros em debates com meu paizinho. E disso não me arrependo.

Luto até hoje pelas ideias que acredito. Assumi na minha vida a missão de trabalhar em prol da educação transformadora, dinâmica, humanizadora, crítica, reflexiva, de qualidade para todos. Educação que ama, respeita, liberta, une, comunga em solidariedade. Educação que cria, inventa, pesquisa, abre mentes e leques de possibilidades.

Educação que ousa trilhar caminhos diversos, aprendendo com os erros, sem medo do fracasso. Educação que promove mudanças de atitudes e posturas. Educação que inspira em exemplos reais.

Portanto, é preciso julgar, compartilhar, difamar, denunciar, esta e TODAS as demais instituições que não buscam realizar um trabalho de qualidade, principalmente, com humanidade.

É preciso se colocar no lugar do outro e perceber que vivemos em um processo intenso de transformações… E hoje não é você, nem seu filho, mas amanhã pode ser seu neto ou alguém que lhe é muito querido a vivenciar situações de doenças graves, sejam elas físicas, psíquicas, emocionais, neurológicas, ou de qualquer outra ordem e/ou denominação.  Atualmente, a insensibilidade humana está presente na ação cotidiana, mas jamais pode ser admitida dentro de um ambiente escolar.

Paty Fonte, 27/04/2015

Outra situação igualmente polêmica me entristeceu. É possível dar limites com doçura e humanidade sim. O comportamento agressivo é um pedido de socorro.

Vale a reflexão! 

Em um outro post comentei mais enfaticamente a respeito. Caso tenha interesse, acesse aqui!



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One thought on “Notícia amplamente divulgada traz à tona as discussões sobre inclusão nas escolas

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